JAL Design pelo Brasil: Inhotim, o maior centro de arte ao ar livre da América Latina

Esta semana nossa diretora criativa Judith Levacov esteve em um lugar muito bacana e infelizmente ainda pouco conhecido pelos próprios brasileiros. Estamos falando do Instituto Inhotim – o maior centro de arte ao ar livre da América Latina, um lugar incrível onde não basta “ouvir falar”, é preciso conhecer e ter suas próprias experiências.

Histórico

O Instituto Inhotim, localizado no munício de Brumadinho a cerca de 60 km de Belo Horizonte, começou a ser idealizado pelo empresário mineiro Bernardo de Mello Paz a partir de meados da década de 1980.

A propriedade privada se transformou com o tempo, tornando-se um lugar singular aberto ao público, com um dos mais relevantes acervos de arte contemporânea do mundo e uma coleção botânica que reúne espécies raras e de todos os continentes.

Hoje em dia é considerado uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) e possui o título de Jardim Botânico, por sua enorme área ambiental.

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O Espaço

É comum antes de visitarmos qualquer local que não conhecemos, pesquisarmos sobre o que fazer, o que conhecer e claro, depoimentos de pessoas que já estiveram lá e suas impressões. Em Inhotim cada pessoa terá uma experiência diferente, a partir do impacto das obras sobre sua própria percepção.

Já que todo o espaço é destinado a arte contemporânea, muitas obras não são auto- explicativas. Por isso, existem monitores que explicam didaticamente qual o seu contexto e o desejo do artista em realizar tal obra.  Até quem não costuma ter esse contato com a arte, a partir de uma boa explicação pode entender e fazer sua própria interpretação. E ainda é possível solicitar visitas para escolas e grupos fechados, agendados previamente.

Pelo lugar possuir uma área muito grande – 140 hectares de visitação, é disponibilizado um transporte interno: carrinhos elétricos que levam de um ponto ao outro. Mas lembrando que o interessante é percorrer o espaço a pé.

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“Visitei Inhotim em dois dias: no primeiro fomos aos pavilhões mais distantes e usamos o carrinho elétrico para nos locomover, no segundo dia visitamos os espaços no entorno da recepção, percorrendo a pé.

Algumas obras me impactaram muito, e destaco a experiência sonora “The murder of crows” (2009) no Galpão Cardiff & Miller. O pavilhão da Adriana Varejão também merece destaque, assim como a divertida Galeria Cosmococa. E tudo cercado de lagos verdes cheios de carpas e jardins inspirados.

Não pude deixar de reparar o trabalho social desenvolvido pelo Instituto. Todos os monitores são jovens da região que dificilmente teriam este contato com a arte e a cultura. Eles são treinados e tem orgulho em ajudar e informar os visitantes. Muitos deles tem necessidades especiais e encontram ali uma oportunidade de se desenvolver.

O mais interessante é que todos saem de lá modificados, cada um com uma visão, o seu favorito e uma experiência própria, única.  É o tipo de lugar que não dá para contar, tem que vivenciar.”

O Instituto

Além do espaço destinado a visitação, o Instituto Inhotim possui mais de 30 projetos voltados ao incentivo à cultura e o desenvolvimento tanto profissional quanto cultural dos moradores da região de Brumadinho e adjacências.

Projetos sociais como Jovens Agentes Ambientais Brumadinho, Corais Inhotim Encanto, Descentralizando o Acesso, Espaço Ciência e Escola de Cordas são exemplos da atuação do Instituto Inhotim na integração entre os moradores da região e o conhecimento.

Manter com qualidade e sustentabilidade todos os projetos e o próprio espaço do Instituto Inhotim demanda grandes investimentos que não seriam possíveis sem o patrocínio das diversas empresas tanto privadas quanto públicas que apoiam o projeto.

Além das empresas, é possível que qualquer um se torne parceiro do Instituto Inhotim, através do programa Amigos do Inhotim.

Para mais informações sobre o Inhotim, como programação, regras e contato, acesse o site: http://www.inhotim.org.br/