Carnaval de rua: criatividade sem limite

A festa de rua mais popular do mundo, o carnaval, está prestes a começar. Uma época na qual a criatividade é exercida de forma coletiva e individual, com muito bom humor e irreverência.

Para nós, que trabalhamos com criação o ano inteiro, é um momento de observar e aprender com as formas espontâneas, principalmente aqui no Rio de Janeiro. Antenadíssimos com o que rola nas redes sociais e na mídia.

Esta apropriação do cotidiano em fantasias, máscaras, cartazes, músicas e todas as expressões momescas é uma característica que voltou com força total no Rio com o ressurgimento do carnaval de rua. Este ano já está no topo das vendas a máscara do “japonês da Federal”, figura que se tornou conhecida no noticiário nacional, ao aparecer em todas as prisões relacionadas a operação Lava Jato.

Mascara Japones

Na Bahia, a onda são os abadás. Sempre muito criativos, eles foram criados por um designer: Pedrinho da Rocha. Ele já trabalhava com o carnaval desde os anos 70, decorando trios elétricos, palcos e criando suas mortalhas. Em 1992, a pedido de um bloco por uma fantasia diferente, ele sugeriu uma inspirada na indumentária da capoeira, tendo uma homenagem como pretexto. Durante o desenvolvimento da ideia, as características do abadá da capoeira foram se perdendo, mas ficou o nome. O abadá é usado até hoje e se tornou um dos símbolos do carnaval.

Mortalha Abadá

A profusão de cores, com combinações inusitadas e muitas vezes exageradas, é outra característica do carnaval de rua. É muito interessante perceber como as pessoas se enfeitam individualmente ou em pequenos grupos e se dedicam a criar e produzir fantasias espirituosas. Esta estética do carnaval, colorida e bem-humorada, é a cara do Rio!

Ficaremos atentos durante a folia para documentar esta criatividade popular e mostrar um pouco do que o carioca tem.