Carnaval 2016: criatividade numa festa democrática

E lá se foi o carnaval. As ruas do Rio ficaram lotadas, da zona sul à zona norte, Barra e zona oeste, os cariocas se juntaram aos turistas nacionais e estrangeiros e fizeram a festa. Um show de alegria, descontração e, claro, muita criatividade e bom humor.

carnaval1aO carnaval de rua do Rio ressurgiu a partir de 1985, com a fundação dos blocos no formato de hoje, como o Simpatia é Quase Amor e o Suvaco de Cristo. Na década seguinte, proliferaram blocos em todas as regiões da cidade. Com nomes divertidos e trocadilhos picantes, há blocos para todos os gostos, desde maracatu, passando por funk e Beatles. A Prefeitura percebeu o movimento e decidiu organizar a bagunça, oficializando as agremiações, oferecendo patrocínios, criando regras, horários e rotas, banheiros químicos, cadastramento dos ambulantes e a guarda municipal fechando ruas e desviando o tráfego.

E aí a galera toma as ruas nestes 4 dias do jeito carioca: fantasia cool, ou seja, caracterizações descoladas, sem exagero, sempre com muito bom humor e alguma improvisação. Grupos de amigos se organizam em fantasias coletivas e até os gringos arrumam algum apetrecho para entrar no clima. Nada de luxo nem superprodução, ou seja, a antítese da Marques de Sapucaí, e extremamente democrático: é tudo de graça, com livre acesso e em todas as regiões da cidade.

Mas, o sucesso fez com que, a cada edição, a quantidade de pessoas aumente e alguns blocos este ano passaram de um milhão de foliões. O calor também veio com tudo, chegou a 40 graus e sem nem uma gota de chuva, nem durante o desfile das escolas de samba, o que já era quase uma tradição. Esperamos que este crescimento exponencial não estrague a festa nos próximos anos e não retornemos àquele tempo em que carnaval no Rio era época de viajar pra Bahia.

O carnaval de rua carioca vem contribuir para a construção de marca da cidade, revitalizando a imagem do Rio e colocando em destaque as melhores características do povo deste balneário. Em vez de aparecer no Jornal Nacional notícias de violência, surgem imagens de gente bonita, alegre e muita vibração. Isso valoriza o Rio, e é disso que estamos precisando.

E você, saiu de que este ano?

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